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Poema de Robert Frost - Bilíngue.

 To Ridgely Torrence

on last looking into his “Hesperides” 5
I often see flowers from a passing car
That are gone before I can tell what they are.
I want to get out of the train and go back
To see what they were beside the track.
I name all the flowers I am sure they weren’t:
Not fireweed loving where woods have burnt ¾
Not bluebells gracing a tunnel mouth ¾
Not lupine living on sand and drouth.
Was something brushed across my mind
That no one on earth will never find?
Heaven gives its glimpses only to those
Not in position to look too close.
*
DE PASSAGEM
Para Ridgely Torrence
com o olhar nas suas “Hespérides”
Sempre vejo flores da janela do trem
Que se vão antes que eu saiba que nome têm.
Quero sair do vagão, saltar fora,
E voltar nos trilhos para ver aquela flora.
Tenho certeza de que não era nada:
Nem boninas brotando da queimada ¾
Nem sinetas em azulado cortejo ¾
Nem alecrim nascendo pelo brejo.
Qualquer coisa atravessando minha mente
Que na terra alguém jamais verá de frente?
Vi, mas não posso ir lá olhar.
Deus só dá asas a quem não pode voar.
Robert Frost - Robert Lee Frost (São Francisco, Califórnia, 26 de março de 1874 — Boston, 29 de janeiro de 1963) foi um dos mais importantes poetas dos Estados Unidos do século XX. Frost recebeu quatro prêmios Pulitzer.
*Não há, no Brasil, quase nenhuma tradução do poeta.
O que é uma pena.
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