Num dia assim, voltam a pulular teus dedos em minhas costelas mínimas, frágeis - é bom - Teu perfume barato mistura-se ao cheiro dúbio do vento dessa tarde viciada no leite de Celan Posso vê-la sumindo na malemolência de uma ruína Na garganta, feito o ódio nos tambores, esconde-se a tua foz - Perpétua – Uma maleta – sozinha – re(volta) O fim do mundo Na boca do palhaço Num dia assim Chega-me essa lembrança sem pele, sem osso, tátil - é nada - Teus cabelos envelhecidos, penteados para o paladar dos seres mínimos, abanquetam-se famigerados na carcaça de uma estrela Posso ouvi-la pisoteando o anseio dos quebrantos Da vigília, feito o resvalar de uma peça num tabuleiro, escapa a tua voz - Perfeita – Uma bengala - sozinha – me(dita) O riso do medo Nos olhos do suicida Num dia assim, disse-m...
Blog do escritor brasileiro Reynaldo Bessa