diante do túmulo de whitman dobrei os joelhos e pensei mesmo em escrever uma hagiografia também recitei, de cor, toda a canção de mim mesmo, rabisquei versos desenfreados em guardanapos roubados das mesinhas dos restaurantes e bebi todas, todas as noites - sim, chorei - ora, estamos falando de whitman. depois de alguns dias, passando e passando pelo túmulo do grande poeta, já não me excedia, apenas acenava para a campa como quem, pela rua, cruza com um velho e querido amigo. então, nos meus últimos dias em Camden, uns esquilinhos deram de me seguir até o hotel. me diverti à beça com eles. aos poucos, deixei, então, whitman lá, ...
Blog do escritor brasileiro Reynaldo Bessa