chega sempre em seu belo vestido azul senta-se como se ali fosse morar deixa que lhe beije os pés, as mãos, às vezes, os joelhos, nunca as coxas além disso, impensável alguns tentaram - deuses admiram os ousados, mas não os toleram por muito tempo – mas sucumbiram diante daquele sorriso indefectível é filha de um deus tem nome de homem, mas é mulher seduz, mas não cede às vezes, com ar de menina travessa pisa na cabeça do vassalo que ainda lhe lambe os pés soa o relógio preciso e algoz aquele que só damos conta quando vibra o toque derradeiro então, ela, a entidade etérea levanta-se como quem goza e deixa-nos em agonia numa cama qualquer.
Blog do escritor brasileiro Reynaldo Bessa