dez dedos dez unhas dez liras e não consigo um punhado de ti 32 dentes e é como morder o vácuo um mergulhão num voo desesperado sem presa um coxo a percorrer a tua vereda escura, úmida, movediça -aquilo que nunca é - como contar um sonho ou um pesadelo e nada teus olhos de zinco teus cabelos sobre a cama - hemorragia negra & lisa - boca adaga púrpura o teu ventre terra em t r anse meu cordão umbilical em ti serpente buscando fuga no teu dentro-inferno língua de um anjo louco teus pilares de carne mordendo os meus flancos com a fome de mil mamutes fuga e armadilha armadilha e fuga fuga e armadilha armadilha e fuga uma bolha de suor correndo entre os teus seios pérola derretendo-se em desespero. estamos em guerra? estamos? pois até então sorríamos como dois colegiais fing...
Blog do escritor brasileiro Reynaldo Bessa