Comi em tantos lugares
Que até já perdi a conta
Redutos de muitos manjares
Espaços mesmo de ponta
Havia receitas famosas
De feituras bem esmeradas
Pagavam somas vultosas
Por apenas uma colherada
Tinham pratos tão belos
Que a gente só ficava olhando
E depois de logo comê-los
A fome ficava matando
Havia os banquetes homéricos
Onde se comia até desmaiar
Mas tudo soava quimérico
Pois nada de paladar
Por isso aprendi: comida caseira
é que é a comida de verdade
Não mata só a fome matadeira
Mas também a nossa saudade
Comida que é um primor
Por ela arrasto uma asa
É temperada com amor.
E tem sabor de “ô de casa”.
- reynaldo bessa - letras/poemas
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