a palavra
silhueta dentro da noite
o rastejar em procissão
hastear a bandeira esfarrapada
a negação do limite,
do fim
as paisagens em suas velocidades íntimas
a perplexidade
a palavração
monólogo desesperado
o eco na caverna
de nós
calma, iguaria rara
o colo como um país distante
os braços do sonho impossível
o aconchego de casas vazias
vida, que acorde mais
plangente
quantos já não se foram
os livros na estante feito homens num precipício
após o flash, nada de novo
apenas mais um numa foto
sob os ditames do tempo-pó
mundo subjetivo
a perplexidade
a palavração
um nome soando da janela
invisível
o que seria a realidade?
talvez, seja apenas esta consulta
em minhas mãos
marcada para o
dia seguinte.
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