Dói em mim
essa tua veia delicada
pulsando em teu pescoço
de mármore
Dor silenciosa, órfã
lutando como essa vida astuta e mínima
nestes centímetros que me
separam de ti
Roubo-te, então, com meus olhos
Chacais diante de um
desatento gnu
Então, a espera doída e incerta do salto
que não será salto
Dor que dilacera, chama
vivendo como tua veia delicada e cínica no teu mármore
de carne
Será meu ou será teu este sangue
sobre minha língua?
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