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Sem nada

Paul Simon and Garfunkel na vitrolinha vermelha,
as bananeiras em suas reverências,
e os patos felizes cagando de tempos em tempos,
lá no quintal.
A velha geladeira que não gelava
a três em um que não valia uma
morta no canto
animal extinto
A rua e seus esgotos
A felicidade em promoção
O riso daqueles que não escapariam das suas próprias armadilhas
Minha mãe e meu pai feito dois santos na cruz
O quadro da santa ceia prestes a despencar
na cabeça do visitante indevido
O futuro longe, l o n g e
Eu em minhas pernas de homens de circo
Crescendo contra a minha vontade
Lânguido, namorando as mulheres das borracharias
Sem mulheres e sem borracharias
Amor sozinho de calendários
Ainda tirávamos as meninas para dançar e
Elas ainda se sentiam felizes por isso
A kombi em sua paciência branca,
ressentimento e aço
A casa era um navio fantasma
Prestes a afundar
Sem salva-vidas
sem salva de tiros
sem ritos
Sem vivas

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