faz tempo que não vou lá
é tão silencioso;
a tarde ajoelha-se como em oração
e não sei mais rezar
perco sempre as palavras
apesar do tanto para dizer
faz tempo que não te visito
é tão triste;
as árvores encolhem-se feito mães que choram
e não sei mais chorar
perco sempre os sentidos
apesar do muito que sinto
eu, ali parado, ao teu lado, e tão longe de ti
você, ali parado, ao meu lado, e tão longe de mim
faz tempo que não te levo flores
que não limpo o pó do teu nome
que não recolho as folhas que murcham sobre a tua ausência
prefiro o frio da distância
ao gelo da realidade de mármore
é tão silencioso;
a tarde ajoelha-se como em oração
e não sei mais rezar
perco sempre as palavras
apesar do tanto para dizer
faz tempo que não te visito
é tão triste;
as árvores encolhem-se feito mães que choram
e não sei mais chorar
perco sempre os sentidos
apesar do muito que sinto
eu, ali parado, ao teu lado, e tão longe de ti
você, ali parado, ao meu lado, e tão longe de mim
faz tempo que não te levo flores
que não limpo o pó do teu nome
que não recolho as folhas que murcham sobre a tua ausência
prefiro o frio da distância
ao gelo da realidade de mármore
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