Casa velha De entrar meninos [e de sair] Pequenos, irrequietos, chorões Meninos de tias, irmãs, comadres [de sei lá quem] Meninos e meninas Casa velha de histórias Tantas, Mais que da matriarca velha de fala mansa sonolenta no rilhar da cadeira inquieta Balançando-se no precipício do tempo Histórias e histórias Casa velha dos rumores das folhas das damas da noite excitadas de odor do morcego velho entrando pontualmente [no piscar do amanhecer] e esbaforido, para seu costumeiro sono de bunda-cabeça vinha como se fugisse da cruz fugia era mesmo da luz velha casa de frinchas e goteiras por onde minha alma passava apertada para tocar a lua, as estrelas, os planetas... quando a noite não cabia em mim a maioria delas cabia direitinho dobradinhas em meu coração-envelope mas ...
Blog do escritor brasileiro Reynaldo Bessa